sábado, 7 de agosto de 2010

Consumo de chás deve ser relatado ao médico

Para todas as dores ou enfermidades, sempre surgem milhares de receitas de chás infalíveis. O uso das ervas é comum e bastante frequente para a maioria das pessoas, mas é preciso tomar cuidados ao consumir esse tipo de medicação. Excessos ou falta de informação podem se configurar um risco à saúde ao invés de um benefício.

O professor da Unicamp João Ernesto de Carvalho alerta que as gestantes devem evitar os "chazinhos". O de espinheira-santa, por exemplo, pode ser fatal para o feto, e há outras dezenas de vegetais que não passaram por estudos toxicológicos. É fundamental que grávidas e doentes crônicos sempre perguntem ao médico se podem usar plantas.

— Hipertensos e diabéticos em geral usam chás diariamente, mas não contam ao médico. Aí o remédio para de fazer efeito ou dá reação adversa e não se sabe o motivo. Acontece muito — conta o pesquisador. Outra precaução saudável para o usuário é conhecer, além da aparência, o nome científico das plantas com que faz chá.

O ideal é estar informado sobre os benefícios de contra indicações de cada planta, e sempre consultar um especialista.

— Existem plantas diferentes com o mesmo nome, e uma mesma planta com diversos nomes populares, de acordo com as regiões. Conhecendo os nomes científicos e a planta, evita-se o uso errado — explica Giovana Fernandes, do Conselho Regional de Farmácia, acrescentando que a identificação pode ser realizada pelo farmacêutico, botânico ou engenheiro agrônomo.

Também é importante saber a procedência: onde foi cultivada? Recebeu agrotóxicos? Foi colhida no período ideal? Tudo isso pode interferir na qualidade do chá e, consequentemente, no benefício que trará a quem o bebe. Por essas e por outras, o clínico geral Adair Marques é seletivo.

— Acho válida a fitoterapia como forma de complementar os tratamentos, mas geralmente a prescrevo em forma de cápsulas ou tinturas. Não sou contra as ervas desde que tenham sido colhidas na época certa, que tenham sido bem-acondicionadas e que o chá tenha sido preparado corretamente — explica o médico.

Conheça as propriedade de algumas plantas medicinais:

Alecrim: ótimo para a pele, por ser adstringente. Também é fortificante para os cabelos, além de evitar a calvície. Por seu poder antisséptico, é indicado para aliviar aftas e gengivites.

Boldo-do-chile: utilizado para combater distúrbios biliares, estomacais e hepáticos. Tem efeito tranquilizante.

Calêndula: tem propriedades antissépticas e cicatrizantes. É usada para tratar cólicas menstruais.

Camomila comum: o chá das flores é indicado contra febre, insônia, cólicas, gases e indigestão.

Capim-cidreira: infusão e tintura de folhas e flores combatem a ansiedade e a má digestão.

Espinheira-santa: tem folhas com propriedades antissépticas, analgésicas, cicatrizantes e diuréticas. Pode ser abortiva.

Eucalipto: a inalação de seu chá ou óleo alivia efeitos de asma, bronquite, faringite, gripe, resfriado e tosse.

Guaco: usado contra gripe, rouquidão, infecção na garganta, tosse, bronquite.

Macela: indicada para o combate de cólicas e problemas estomacais. Acredita-se que as flores tenham poder calmante.

Malva: é usada na forma de gargarejos para inflamações. O chá é utilizado em casos de prisão de ventre. Compressas com as folhas aliviam queimaduras de sol.

Hortelã: em infusão e saladas, é estimulante, analgésica e diurética. Combate cólicas menstruais, vômitos e gases.

Laranjeira: o óleo e a infusão de flores são usadas em casos de estomatite, insônia e febre. Flores, no travesseiro, acalmam.

Poejo: usado em casos de gripe, insônia, reumatismo, má digestão, enjoo, bronquite e asma.

Quebra-pedra: em chás ou cápsulas combate infecções urinárias, cálculos renais e biliares, corrimentos e dores lombares.

Sálvia: os chás são indicados para casos de esgotamento nervoso, má digestão, cálculos renais e hepáticos.

Trançagem: gargarejos são indicados para inflamações na boca, gengiva e garganta. Os chás limpariam as vias respiratórias e diminuiriam a vontade de fumar.

Novas tecnologias no bloco cirúrgico de urologia

O Hospital Getúlio Vargas (HGV), localizado no Bairro Cordeiro, funciona com novas tecnologias no bloco cirúrgico do setor de urologia. Agora, a unidade dispõe de três novos equipamentos e possui outros dois no sistema de comodato. Os procedimentos nos pacientes passam a ser menos agressivos, ganham mais precisão no resultado e diminuem o tempo de internamento e recuperação.

A grande novidade é o aparelho a laser para tratamento de cálculo renal – único da rede pública no Nordeste a oferecer o serviço. A máquina quebra o cálculo, conhecido como pedra, em qualquer região do aparelho urinário.

Fazem parte das novas aquisições do HGV: microscópio para reversão de vasectomia, único no sistema público em Pernambuco; aparelho de urodinâmica, que possibilita exames para avaliação de incontinência urinária e doenças na bexiga; e aparelho de vídeo para cirurgia percutânea, que faz pulsão do cálculo renal.

Pedra nos Rins renal tira Nanda Alves do Tennis Cup

Bicampeã de Tennis retorna nesta segunda a Florianópolis e Juliana Bacelar ganha vaga na chave


A número 1 do Brasil e bicampeã da MasterCard Tennis Cup, Maria Fernanda Alves, está fora da competição. Ela anunciou sua saída do torneio na manhã desta segunda-feira, depois que os médicos diagnosticaram a presença de cálculos renais. A catarinense, que era a cabeça-de-chave 2, começou a sentir fortes dores ainda em Florianópolis, na sexta-feira. No hospital, conseguiu expelir um cálculo e foi liberada pelos médicos para viajar. Nanda chegou a Campos do Jordão no domingo pela manhã e logo no primeiro treino, voltou a sentir dores, sem condições de continuar em quadra. Novos exames diagnosticaram outros cálculos. A atleta retorna a Florianópolis ainda hoje para reiniciar o tratamento.

“Sinto muito não poder jogar, eu estava muito feliz por voltar a Campos do Jordão, e a primeira partida já seria um jogo bom, contra a Teliana, mas nem consigo pensar muito nisso, as dores são muito fortes. Tenho que ir para casa, tratar o problema para voltar no ano que vem”, explicou Nanda Alves.

Nanda Alves, atual 287a no ranking WTA jogaria a MasterCard Tennis Cup em busca do tricampeonato. Campeã em 2004 e 2005, a catarinense chegou a final em todas as edições que disputou, com exceção de 2001. Foi vice quatro vezes, em 2002, 2003, 2004 e 2009, quando perdeu a decisão para a boliviana Maria Fernand Alvarez Teran.

Com a saída da número 1 do Brasil, a goiana Juliana Bacelar ganhou a vaga e será a adversária de Teliana Pereira na estreia.

Como surgem, de onde vem, como se formam os cálculos renais ?

O cálculo forma-se nos rins e na bexiga, a partir do acúmulo de sais minerais no organismo. Além dos sais minerais, o acúmulo de outras substâncias pode causar o cálculo como, por exemplo, ácido úrico e oxalato de cálcio. O cálculo assume um formato de cristais e pode ter dimensões e formatos variados. Alguns cálculos são do tamanho de um grão de areia, outros podem atingir o tamanho de uma laranja.

Muitas vezes o rim de uma pessoa produz milhares de cálculos microscópicos que são expelidos através da urina sem causar nenhuma dor. Porém, em outros casos, o cálculo pode provocar dores muito fortes na região dos rins. Muitas vezes as dores podem vir acompanhadas de náuseas e vômitos. Caso o cálculo saia dos rins, atingindo as vias urinárias, dores e desconforto ao urinar podem ser comuns. Quando uma pessoa sente estes sintomas, o melhor é procurar imediatamente um nefrologista ou urologista. Em alguns casos, a cirurgia se faz necessária de forma emergencial. Além da cirurgia, em algumas situações é necessário a utilização da litotripcia. Este procedimento consiste em quebrar o cálculo usando ondas de choque, permitindo que os pedaços pequenos sejam eliminados pela urina.

O que causa Pedra nos Rins ?

Médicos apontam que são várias as causas para a formação dos cálculos renais. O principal deles é a ingestão de poucos líquidos, associada a uma dieta composta de muitos produtos lácteos (leite, iogurtes, queijos) que são ricos em cálcio. Portanto, é de extrema importância a ingestão de dois a três litros de água por dia. Porém, outros fatores podem ocasionar a formação dos cálculos renais como, por exemplo, herança genética, problemas de funcionamento do sistema urinário, infecções ou outros tipos de doenças.