sábado, 7 de agosto de 2010

Exames para doenças no Rins (Doença do Rim)

Exame de urina - Pode revelar hematúria microscópica

e apontar sinais sugestivos de infecção urinária. Além disso, a

identificação do tipo de cristal presente na urina é capaz de

ajudar na identificação do tipo de cálculo existente. A ausência

de hematúria microscópica, cristalúria ou piúria não exclui

o diagnóstico de litíase. Por outro lado, a presença de

cristalúria no exame de urina não confirma o diagnóstico

de litíase, constituindo apenas um fator de risco para o seu

aparecimento. Tendo em vista a grande associação entre litíase

e infecção urinária é recomendável a realização de urinocultura.

Ultra-sonografia (USG) - É eficiente para a avaliação

de litíase renal, sendo capaz de analisar a integridade do parênquima

renal e o grau de dilatação do sistema coletor. É

capaz de detectar cálculos radiopacos e radiotransparentes, mas

pode não identificar cálculos de pequenas dimensões.

Radiografia simples de abdome - Quando associada à

USG, pode diagnosticar a maior parte dos cálculos renais. Isoladamente,

é capaz de diagnosticar cerca de 85% dos cálculos

urinários, mas sua sensibilidade está diretamente relacionada

à opacidade do cálculo ao raio X. No diagnóstico diferencial

das concreções radiopacas localizadas na loja renal devemos

incluir: litíase biliar, calcificações vasculares intra-renais, calcificações

da articulação costocondral e calcificações pancreáticas.

Urografia excretora (urografia venosa) - É o melhor

método de avaliação do paciente com litíase renal e em nossa

opinião deve ser solicitada sempre que se pretende instituir

alguma forma de terapia. A urografia venosa permite avaliar a

integridade do parênquima, a função renal – através da concentração

e velocidade de eliminação do meio de contraste –,

a presença de obstrução ao fluxo de urina e a anatomia do

sistema coletor do rim.

Tomografia computadorizada (TC) - Tem sido cada vez

mais usada, principalmente a TC “spiral”, em casos de cólica

renal e é capaz de identificar quase todos os tipos de cálculos

e de dilatação do ureter.

Observação - Os cálculos de sulfato de indinavir são de

difícil diagnóstico com quaisquer dos métodos de imagem

descritos anteriormente, inclusive a TC. A ultra-sonografia é

o método que melhor faz o diagnóstico de litíase por indinavir,

principalmente pela presença de hidronefrose

Como se faz o diagnóstico de pedra nos rins ?

Quando um médico suspeita que um paciente possa ser portador de cálculos urinários, solicita exames que possam comprovar esta hipótese. Entre estes exames pode-se citar a ultra-sonografia, a radiografia dos rins (urografia venosa) e o exame de urina. Estes exames têm como objetivo localizar a pedra, determinar como está o fluxo urinário (se houver acúmulo de urina as vias urinárias podem ficar dilatadas, um fenômeno chamado de hidronefrose) e verificar se já existe infecção.

Câncer no Rim (Renal)

O câncer do rim (adenocarcinoma do rim; carcinoma das células renais; hipernefroma) é responsável por cerca de 2% dos cânceres em adultos e afeta uma vez e meia mais os homens que as mulheres. Quase todos os tumores sólidos do rim são cancerosos, mas os cistos renais (cavidades fechadas, cheias de líquido) geralmente são benignos.

A presença de sangue na urina é o sintoma inicial mais comum, mas a quantidade de sangue pode ser tão pequena que somente é detectada ao exame microscópico. Por outro lado, a urina pode tornar-se visivelmente vermelha. Os sintomas seguintes mais comuns são a dor no flanco e a febre.

Quando existe uma suspeita de câncer renal, pode ser realizada uma urografia excretora, uma ultra-sonografia ou uma tomografia computadorizada (TC) para se visualizar o tumor. A ressonância magnética (RM) também pode ser realizada.

Quando o câncer não se propagou além do rim, a remoção cirúrgica do rim afetado e dos linfonodos provê uma boa probabilidade de cura. Quando o tumor já invadiu a veia renal ou inclusive a veia cava (a grande veia que transporta o sangue ao coração), mas não produziu metástases para regiões distantes, a cirurgia ainda pode prover uma chance de cura. No entanto, o câncer renal apresenta uma tendência a disseminar-se precocemente, especialmente para os pulmões. Quando o câncer renal já produziu metástases, o seu prognóstico é ruim, pois ele não pode ser curado pela radioterapia, pelas drogas antineoplásicas tradicionais (quimioterapia) ou por hormônios.

Cisto no Rim (Renal)

Podem existir desde o nascimento mas são mais comuns em pacientes idosos. Aproximadamente 12% dos adultos tem cisto renal. Na 4a. década de vida a incidência é de 5% e na 8a. é de 36%. A proporção entre homens e mulheres é de 2:1. Com a idade os cistos aumentam em número 6% ao ano e em tamanho 2,8 mm ao ano.

Com o aparecimento da tomografia computadorizada e da ultra-sonografia, tem sido possível não só diagnosticar maior número de cistos bem como diferenciá-los dos tumores malignos.

Podem ser solitários (únicos) ou múltiplos, grandes ou pequenos, paredes finas ou grossas, mas conteúdo, sempre líquido (urina). Se houver qualquer outro material no cisto, quer seja sangue ou coágulos, septações, vegetações, este perde a característica de cisto simples e passa a ser "complexo", podendo significar presença de tumor renal, e por isso os cistos simples necessitam de acompanhamento.

O cisto simples, que geralmente é achado de exame,sendo a maioria assintomático, pode estar localizado em qualquer região do rim, inclusive próximo à pelve renal, onde pode ser obstrutivo para o ureter. Desde que não afetem o rim em sua função e não causem desconforto pelo tamanho, devem ser apenas acompanhados. Quando crescem demais, podem comprimir órgãos vizinhos como intestinos, pulmões, estômago, etc., ou apenas causar dor lombar. De acordo com o caso, a cirurgia a céu aberto ou laparoscópica deve ser considerada.

Estudante fica paralisada após cirurgia de retirada de pedra nos rins

O Hospital Universitário de Campo Grande (HU), vinculado à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), nega que tenha havido erro médico no caso da estudante Rita Stefanny de Oliveira Ribeiro, 19 anos. Ela ficou sem os movimentos e a fala após realizar uma cirurgia, em janeiro deste ano, para a retirada de pedra nos rins. Segundo o hospital, ela teria dado entrada já com 30% das funções renais em funcionamento, apenas.

Internada em 26 de janeiro, Rita permaneceu quase três meses no hospital. Quando voltou para casa, não podia mais se mexer ou conversar, ficando totalmente dependente de ajuda da mãe.

Familiares denunciaram que o hospital não teria entregue o prontuário dela na íntegra aos procuradores, fato que ocorreu somente após intervenção do Ministério Público Federal (MPF), que recebeu a denúncia do presidente da Associação de Vítimas de Erros Médicos, Valdemar Moraes Souza – que entregou a documentação diretamente ao procurador regional dos Direitos do Cidadão, Felipe Fritz Braga.

Valdemar concedera entrevista ao Capital News: “São inúmeras falhas, desde erros de enfermeiros a até de médicos. Um deles foi a administração incorreta do antibiótico que deveria ser dado a paciente de 12 em 12 horas e no caso na Rita foi administrado a cada 20 horas. Isso é um dos motivos que acabou provocando graves seqüelas."

Via nota, o HU justifica que todos os procedimentos médicos após a chegada de Rita – vinda do Hospital Regional Rosa Pesdrossian, onde fez os primeiros tratamentos – foram realizados. Ela já teria chegado com quadro de sespe (infecção generalizada).

Rita foi medicada, segundo o HU, e teve o rim drenado para retirada de grande quantidade de secreções.

Devido a uma piora no quadro respiratório, Rita foi levada ao Centro de Tratamento Intensivo (CTI), ainda no mesmo dia, segundo o HU.

“A paciente foi para o CTI consciente com máscara de oxigenação. No CTI, depois de decorrido cerca de duas horas, em razão da não melhora do padrão respiratório foi decidido pela intubação orotraqueal para ser ventilada mecanicamente por meio de respirador multiprocessado”, traz a nota.

Logo em seguida, no CTI, segundo a nota, Rita evolui para choque séptico em vários órgãos. Depois, houve insuficiência respiratória, piora da insuficiência renal –sendo necessária realização de sessões de hemodiálises – e sepse aguda adulta.

No dia 31 de janeiro, segundo nota, Rita apresentou uma parada cardiorrespiratória sendo ressuscitada pelos médicos.

Ela teria permanecido no CTI até melhora do quadro pulmonar, deixando de ter necessidade de ventilação artificial.

Quanto à insuficiência renal, ela já teria melhorado e deixado de precisar de sessões de hemodiálise, todavia, o quadro neurológico evoluiu com sequelas determinando o quadro atual da paciente.

O hospital cita o diretor do Instituto Latino Americano de Sepse (Ilas), Nelson Akamine, para explicar que sepse evoluindo para choque séptico pode atingir a média de mortalidade dos pacientes em 60% com pico de 80% e que os demais pacientes podem ter sequelas (neurológicas, pulmonares, renais ou amputações ficando uma pequena parcela dos pacientes vivos sem sequela após um quadro de choque séptico).

Na tarde de ontem, o HU informou sobre e concedeu entrevista coletiva para parte da imprensa sobre o caso. Estiveram presentes o vice-reitor da UFMS, João Ricardo Filgueiras Tognini, e o diretor-geral do Núcleo do Hospital Universitário, José Carlos Dorsa Vieira Pontes.